Fundo Mohamed bin Zayed apóia pesquisa de plantas e árvores na Namíbia e no Brasil

ABU DHABI, 3 de janeiro de 2019 (WAM) - Pesquisa sobre o estado de conservação de uma espécie de planta icônica encontrada nos ecossistemas do Deserto da Namíbia na Namíbia e estudos de espécies de árvores criticamente ameaçadas e uma planta de florescência recentemente redescoberta do Brasil são para receber apoio do Fundo de Conservação de Espécies Mohamed bin Zayed, de acordo com uma lista de subvenções recentemente acordadas no website do Fundo.

Acredita-se que a Welwitschia (Welwitschia mirabilis) desempenhe um papel ecológico crucial no Deserto da Namíbia, mas seu status de conservação é amplamente desconhecido. Os dados disponíveis indicam densidades de população altamente variáveis ​​em toda a gama de espécies, com incomum para indivíduos raros no sub-intervalo de Kunene, enquanto as ameaças incluem mudanças climáticas, ecoturismo, pecuária doméstica e mineração.

O principal objetivo do projeto, a ser realizado pelo Instituto de Pesquisa em Ecossistemas Territoriais, CNR-IRET, do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália, é estabelecer as bases para o desenvolvimento de um plano de manejo de longo prazo para esta espécie, recolha de informação relevante no subfundo Kunene de Welwitschia. Isso ajudará a definir a área de ocupação das espécies nesta região remota, permitindo a identificação de áreas prioritárias para atividades de conservação e manejo do planejamento.

No Brasil, o pinheiro-paraná (Araucaria angustifolia) é uma espécie de árvore conífera cujas sementes têm sido tradicionalmente exploradas como fonte de alimento e renda nas sociedades rurais locais. Durante o último século, as populações de araucárias foram dizimadas por intensas atividades madeireiras e a árvore é agora classificada como criticamente ameaçada de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, IUCN. Atualmente, a exploração madeireira de populações nativas de Araucária, encontrada principalmente nas terras altas do sul do Brasil, é proibida.

As comunidades locais usam gado e fogo para o manejo da terra em campos de altitude e o projeto, realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina, examinará como o uso e o manejo do solo no passado e no presente afetam a dinâmica populacional da espécie.

Também no Brasil, outro projeto apoiado pelo Fundo é a pesquisa sobre a Mollimedia stenophylla, uma espécie de floração recentemente descoberta e criticamente ameaçada conhecida apenas de uma área estreita de floresta tropical no estado do Rio de Janeiro.

Este projeto envolve trabalho de campo para procurar novas subpopulações das espécies na natureza e de outras espécies relacionadas na mesma área. Trabalho será realizado sobre a diversidade genética de Mollinedia stenophylla enquanto uma avaliação será feita do risco de extinção para este e outras três espécies relacionadas. Um plano de ação para a conservação de espécies endêmicas de plantas no estado do Rio de Janeiro também será atualizado.

A pesquisa será realizada pela Universidade de São Paulo. Outros projetos envolvendo usinas na última rodada de doações concedidas pelo Fundo de Conservação de Espécies Mohamed bin Zayed estão sendo apoiados nos Camarões, Quênia, Gana, Cuba e Índia.

Estabelecido em 2008, o Fundo já concedeu um total de pouco mais de US $ 18 milhões a 1.924 projetos de conservação, cobrindo mais de 1.200 espécies e subespécies de plantas e animais.

Trad. por Nadia Allim http://wam.ae/en/details/1395302730344

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